Escorel x Jabor: uma boa troca de sopapos intelectuais

 

Em nosso país tão dado a acomodações, é até um alívio quando há um quebra-pau intelectual. Pois bem, Eduardo Escorel e Arnaldo Jabor estão trocando sopapos, por causa das críticas que o primeiro fez ao filme “A suprema felicidade”, de autoria do último.

Não vi o filme, então vou me abster de comentar. De qualquer forma, sempre desonfio do que dizem os jornalistas, e não li o que disseram os críticos da “Veja” e de “O globo”, que, aparentemente, não gostaram também. Mas li a crítica do Escorel. O que chama a atenção no rebate do Jabor é que ele não vai nos pontos do crítico, mas apenas se limita a dar umas porradas verbais nele. Pior ainda, não defende seu filme como obra de arte, mas sim como sucesso de audiência.

Isso, por sinal, me lembrou outro raro quebra-pau cultural, quando o Daneil Piza, destoando da mídia na época, desancou o “Hamlet” de Wagner Moura, dirigido pelo Aderbal Freire-Filho. O diretor, assim como o Jabor, não rebateu as críticas com a defesa de sua encenação e das qualidades dela, mas sim pelo viés do sucesso de público.

De qualquer forma, é sempre saudável observar uma briguinha intelectual, para vermos que não estamos mortos e que alguma coisa pode sair daí.

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    • Não acho que nesse caso se aplique aquela pataquada de patrulha ideológica. O Jabor tirou essa da manga pra colar a pecha de esquerdista politicamente correto e não ir ao ponto da crítica do Escorel, que é ao filme, e não à ideologia dele.
      Abs.


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