Filme de amor

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Domingos de Oliveira fez “Todas as mulheres do mundo”, seu primeiro filme, em 1967. Já adiantava os temas que se tornariam presentes em toda a sua futura cinematografia e dramaturgia. É a história de Paulo (Paulo José), um “bon vivant” que se apaixona por Maria Alice (Leila Diniz), uma lindíssima mulher -noiva de um amigo seu.

De maneira deliciosamente leve, o longa vai contando o desenrolar do romance, desde quando os dois se conhecem, passando pelos dilemas do boêmio Paulo -dividido entre a farra e o namoro- e chegando às delícias e agruras do relacionamento. Por sua própria temática, pode ser colocado como um corpo estranho na onda do cinema novo que então graçava no Brasil. Não é filme de denúncia social e passa longe de inventividades estéticas, entre outras impropriedades frente ao panorama de então.

Por baixo de toda a leveza que se vê na tela, há um retrato fiel do que deve ter sido o Rio de Janeiro daquela década de 60. As festas, os personagens das noitadas, os amigos e as traições perdoadas, os amores na praia. Permeando tudo, há as incisivas observações de Domingos de Oliveira sobre algo tão importante quanto a política ou a denúncia social -os relacionamentos humanos.

Se não bastasse todas essas qualidades, Paulo José é incrível como o algo desajeitado mas eficiente conquistador. E Leila Diniz é aquele pedaço de beleza e rebeldia que firmou sua marca no imaginário nacional. Para ver com a namorada tomando um vinho, ou com os amigos tomando uma cerveja.

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